Pensamento...

"Eu sou o Colombo da minha alma e diariamente descubro nela novas regiões." | Gibran Khalil Gibran.

sábado, 10 de julho de 2010

CHICO XAVIER E AS FORMIGAS


As grandes almas, ao passarem pela Terra, tornam-se fonte inesgotável de inspiração, iluminando a todos, pelo menos os que já conseguem perceber a luz de que são portadoras.
É o caso de Chico Xavier. As suas mais diminutas e apagadas vivências acabam por se tornar lições de grande sabedoria e de amor. Uma dessas vivências foi o episódio das formigas.
Tendo uma ligação profunda com a natureza, desde a sua primeira infância, Chico sempre manteve o contato direto com a terra, tendo sob os seus cuidados várias hortas, tanto em casa quanto no trabalho.
Quando ainda trabalhava num armazém, uma de suas atribuições era cuidar de uma plantação de alho, o que fazia no final do expediente. Das suas obrigações profissionais, essa era a predileta, porque permitia que ele se acalmasse, esquecesse dos dissabores sofridos ao longo do dia e fosse se harmonizando. Os Espíritos que iriam se manifestar através da sua mediunidade na sessão do Centro Espírita Luiz Gonzaga, a realizar-se logo mais, aproveitavam o ensejo para se aproximarem do médium, entabulando diálogos e afinando-se com ele.
Certo dia, ao chegar em casa após um dia exaustivo de trabalho, dirigiu-se diretamente para a horta que mantinha nos fundos da propriedade em que morava e teve uma surpresa não muito boa. Ela estava infestada de formigas. E agora, como resolver o problema!
A solução encontrada pelo médium não foi a aplicação de nenhum pesticida. Pasmem, ele decidiu conversar com as formigas e explicar para elas que não podiam permanecer ali, apontando-lhes um outro espaço onde elas poderiam se acomodar.
Chico conversou demoradamente com as formigas e, logo depois, aprontou-se para ir ao Centro Espírita.
Trabalhou longas horas no serviço mediúnico...
Noite alta, voltou para casa, a fim de aproveitar o tempo restante para repousar.
Na manhã seguinte, foi até a horta e, adivinhem, as formigas haviam se retirado do lugar em que estavam e de forma surpreendente se instalado no lugar que lhes tinha sido indicado na véspera.
Chico conversou com as formigas... Elas, pelo visto, o escutaram e o compreenderam!
***
Esse episódio faz lembrar de outro, muito parecido, que se deu com Francisco de Assis, numa cidade italiana chamada Gúbio. Assolada pela visita indesejada e constante de um lobo feroz, a cidade estava em pânico. O lobo já havia atacado várias pessoas, causando alguns óbitos.
Ao visitar a cidade, Francisco de Assis encontrou-a semi-deserta, pois a maioria dos moradores estava recolhida em suas casas, temendo um ataque do lobo. Caminhando despreocupadamente pelas ruas, o inevitável aconteceu. Francisco de Assis ficou frente a frente com o lobo, permaneceu calmo, imperturbável. Com sua fala mansa, conversou com o lobo, como que lhe transmitindo a mensagem de amor do Evangelho de Jesus. O lobo nunca mais foi o mesmo...
Naquele dia, Francisco de Assis foi visto passeando pelas ruas da cidade na companhia inacreditável do lobo que ele apascentara com a força do seu amor.
***
Francisco Cândido Xavier e Francisco de Assis, duas grandes almas... A vida de um e a de outro possuem inumeráveis paralelos. Ambos denotam uma espiritualidade da qual ainda estamos distantes, não sendo nem mesmo capazes de compreendê-la. Mediante os episódios destacados, não obstante a sua estranheza, legam-nos o ensinamento do respeito aos animais e, por extensão, da convivência harmoniosa com o meio ambiente.
As formigas escutaram e atenderam... O lobo ouviu e se acalmou...

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